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Bateria e 1ST | First Pneus estão ligadas no que seu carro precisa!!!

Entenda como funciona e quais são os principais custos envolvidos na manutenção da bateria  do carro.

O que é e como funciona?

A bateria é o acumulador e centro de distribuição de energia elétrica para o carro todo. Por fora é feita de plástico, mas é dentro dela que estão os componentes capazes de produzir uma reação química com o objetivo final de dar origem a 12 volts, capacidade média comum do item. Em seu interior, a peça é formada por um sanduíche de placas feitas de chumbo ou óxido de chumbo embebidas por uma solução de ácido sulfúrico com água destilada, chamada de eletrólito.

“As placas positivas e negativas são isoladas por uma espécie de papelão permeável, item chamado de separador, através do qual podem passar os elétrons conduzidos pelo eletrólito. A reação química entre as placas faz com que os elétrons fiquem acumulados, gerando um potencial entre os dois polos externos da bateria de cerca de 12,61 volts”, explica Rubens Venosa, engenheiro proprietário da oficina Motor Max e consultor de Autoesporte. Em suma, ela funciona como uma espécie de pilha gigante.

Quanto tempo dura uma bateria?

De acordo com os especialistas contatados por Autoesporte, a garantia de fábrica das baterias são de em média um ano e meio, mas o dispositivo pode durar até dois anos.

Quanto custa uma bateria e como deve ser feita sua manutenção?

Se o carro não tiver sido comprado recentemente, a bateria pode ter uma tampa onde deve ser inserida água destilada a cada dois meses. O nível da água deve ficar um pouco acima do topo da placa. Hoje, a maioria das baterias não requer manutenção, pois são seladas. “Algumas delas têm um informativo visual que indica se está carregada ou descarregada. É uma espécie de olho ou visor sobre a caixa de plástico. Se ele está verde, ela está carregada, se está preto, está descarregada, por exemplo”, afirma Walter Abramides, engenheiro mecânico e proprietário da oficina Garage WEB.

Algumas marcas recomendam trocas a cada 50 mil quilômetros ou três anos de uso, mas depende do tipo de condutor. Um taxista, por exemplo, deverá substituí-la mais cedo, pois dá diversas partidas ao dia. E a partida é o maior consumidor de bateria em um carro. Ao contrário de uma pessoa que pega rodovias no cotidiano. O preço médio do produto é de R$ 300 a R$ 600.

Quais são os sinais de que a bateria está com problema?

O primeiro sintoma de que a bateria está descarregada ou desgastada é uma partida mais lenta, quando ela faz um som esforçado. “Quando o carro está em marcha lenta e o farol está amarelado, pode se um sinal também”, conta Walter.

Se a luz indicadora no painel ascender, não significa que ela está ruim, significa que ela não está recebendo energia do alternador e precisa ser carregada. “Além do desgaste natural, a bateria pode quebrar internamente. Se isso acontecer, não dizemos que ela está aberta. Isso significa que ela acumula energia, mas não consegue soltar energia”, explica Venosa.

A bateria precisa ser higienizada?

É preciso limpar os polos porque eles tendem a oxidar. Para limpá-los, basta desligar o polo, passar uma escova de aço tanto no polo quanto no fio e passar graxa para evitar que o vapor entre em contato com o oxgênio e cause oxidação.

“Existe uma vedação, mas ao longo do tempo pode vazar vapor de ácido sulfúrico”, diz Venosa. O produto da oxidação é um sal popularmente chamado de zinabre. Ele é azulado e corrosivo, portanto é preciso ter cuidado ao manuzeá-lo. “Se estiver muito intenso, recomenda-se que jogue água fervendo e manusear o mínimo possível. Mas quando a preseça de zinabre está intensa, está decretado o fim da vida da bateria”, ressalta Walter.

“A pessoa até pode fazer isso em casa, com a recomendação de que ao tirar a bateria do carro nunca deixe a chave no contato. É uma dica para carros totalmente eletrônicos, já que isso pode desprogramar o veículo. Outro perigo é colocar a bateria com polos invertidos, o positivo no negativo e vice versa. Fatalmente, ao dar partida vai danificar alguns módulos do carro, que são caríssimos”, alerta Venosa.

Quanto tempo o carro pode ficar parado sem danificar a bateria?

Se a bateria for nova, o carro pode ficar desligado por cerca de um mês que não haverá problema para dar partida.

É prejudicial usar o cabo de transferência para recuperar a bateria de um veículo – fazendo a famosa chupeta?

Não, desde que a chave do veículo descarregado não esteja no contato. Esses fios devem ser bem grossos porque a corrente que passa por eles é forte. É preciso conectar os cabos, deixar o outro carro ligado para dar uma pré-carga e em seguida a pessoa pode dar a partida. Lembrando que os cabos devem ser ligados no positivo com positivo e negativo com negativo. “Isso é apenas um socorro. Apesar de ser muito utilizado, não é muito bem visto porque você também pode gerar faíscas, mas é uma pratica perigosa que deve ser feita com muito cuidado”, alerta Walter.

Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2015/06/autoajuda-bateria.html